Crédito: European Southern Observatory (ESO).
Telescópio: Very Large Telescope - Kueyen (Paranal Observatory, ESO).
Instrumento: FOcal Reducer/low dispersion Spectrograph (FORS2).
Esta imagem é uma composição de 3 filtros da bem conhecida nebulosa do Caranguejo, também conhecida como M 1, o primeiro objecto do catálogo de Messier. Trata-se dum remanescente de supernova, a uma distância de 6000 anos-luz, que foi descoberto pela primeira vez em 1731 pelo astrónomo amador inglês John Bevis. Contudo, a explosão da supernova que originou a nebulosa foi avistada pelos chineses, a 4 de Julho de 1054, tendo o seu brilho sido 4 vezes superior ao de Vénus! A estrela de neutrões que se encontra no centro desta nebulosa roda sobre o seu eixo a uma velocidade angular de 188,5 rad/s, ou 30 rotações por segundo! Nesta imagem, a luz esverdeada é predominantemente produzida por emissão de hidrogénio pelo material ejectado pela estrela que explodiu. A luz azul corresponde a emissão por parte de electrões relativistas (logo, de energia muito alta) que se deslocam em movimento helicoidal no campo magnético de larga escala existente (dita radiação de sincrotrão). Julga-se que estes electrões são continuamente acelerados e ejectados pela estrela de neutrões em rotação rápida. A vermelho podemos ver a emissão de enxofre ionizado que define muito claramente as estruturas filamentares do gás, sobretudo na periferia da nebulosa.
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