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"A ciência sem a religião é coxa; a religião sem a ciência é cega."
- Albert Einstein


O Império Galáctico

2013-04-04

Créditos: raio X: NASA/CXC/Univ.Potsdam/L.Oskinova et al; Otico: NASA/STScI; Infravermelho: NASA/JPL-Caltech
A nossa galáxia, a Via Láctea, é mais do que uma espiral barrada gigante contendo centenas de milhares de milhões de estrelas. É também, o centro de um colossal império e governa cerca de 20 pequenas galáxias que orbitam em seu redor, semelhante à forma como a Lua orbita a Terra. As estrelas brilhantes e os arcos reluzentes de gás nesta imagem encontram-se num destes objetos: uma galáxia anã chamada a Pequena Nuvem de Magalhães.

Se vive no hemisfério sul ou próximo do equador, pode já ter notado duas nuvens brilhantes mas pouco nítidas no escuro céu noturno. A menor destas nuvens é a Pequena Nuvem de Magalhães, uma das chamadas “galáxias satélite” da Via Láctea. É uma galáxia anã, o que significa que contém muito menos estrelas do que as galáxias semelhantes à nossa. Enquanto a Via Láctea é composta por cerca de 300 milhares de milhões de estrelas, a Pequena Nuvem de Magalhães possui apenas um par de milhares de milhões.

À escala cósmica, esta galáxia encontra-se extremamente perto. Movendo-se à maior velocidade conhecida no universo (a velocidade da luz), demoraria menos de 200 mil anos a viajar desde a Terra até lá. Isto pode parecer que não é assim tão perto, mas a galáxia de que falámos no último Space Scoop está a 47 milhões de anos de distância se viajasse à mesma velocidade!

Estando tão perto de nós, a Pequena Nuvem de Magalhães oferece aos astrónomos a oportunidade de estudar os fenómenos que são difíceis de analisar em galáxias mais distantes. Esta imagem mostra uma área da galáxia chamada as “Asas”. Contém três enxames estelares, que astrónomos estudaram recentemente para descobrir como nascem as jovens estrelas.

Facto Curioso: A Pequena Nuvem de Magalhães começou a sua carreira como uma galáxia espiral barrada, semelhante à Via Láctea. Ao longo do tempo, a gravidade das galáxias próximas puxaram-na para a forma irregular, caótica, que vemos atualmente.

Este Space Scoop é baseado na Nota de Imprensa Científica do Chandra: http://chandra.harvard.edu/photo/2013/ngc602/

Link para a noticia original: http://www.unawe.org/kids/unawe1326/