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Cometa C/2001 Q4 NEAT

Ditos

"Na ciência tenta-se explicar às pessoas, de uma maneira perceptível por todos, algo que ninguém sabia antes. Na poesia, é exactamente o oposto."
- Paul Dirac


O peso do meu centro

2004-12-27


Galáxia Espiral NGC 1097. Crédito: ESO.


Como poderás saber o peso que suporto em mim? O peso do meu centro. Não é a ausência que me habita, não é um vazio que me constrói, como o vazio no centro de uma roda. Não. É uma excessiva presença. Cada parte do meu centro pesa pelo universo. Haverá nele, no rasgão do espaço que provoca, um bilião de histórias, homenzinhos verdes, a Starship Enterprise, os malvados Klingons, o destruído Krypton, vulcanos, urâneos, o Super Homem, o homem borracha, uma multidão de simpáticos ETs, aquela estrela vermelha, aquele planeta azul?

Há. De tudo. Só que não se lembram. Eu sou, no meio de mim, a memória que destrói a memória, que destrói a luz, que engole tudo. Os braços de luz são uma ilusão. Tudo está a cair para mim, para o negro.